“Eu tenho problemas para dormir e quando acordo, sinto que não descansei o suficiente. Tenho tido dores no corpo e ficado doente com facilidade.

Eu me sinto irritado, sobrecarregado e solitário”.

Estresse é uma resposta emocional e fisiológica não específica do nosso organismo para as exigências que lhe são feitas, é uma tentativa de se adaptar a eventos estressores. Neste processo o organismo acaba utilizando grandes quantidades de energia para essa adaptação, o que pode resultar em diversos e não específicos sintomas que você verá abaixo.

Faz parte normal da vida cotidiana sermos expostos a vários eventos que nos causam estresse e até certo ponto o estresse é saudável e positivo, pois nos motiva e ajuda a nos preparar para desafios na vida.

 

Relacionamentos, dinheiro, trabalho, provas, entrevistas de emprego, a expectativa que você coloca em si mesmo ou a expectativa que você sente dos outros, são alguns exemplos de eventos estressores.

 

Cada pessoa reage de forma diferente aos acontecimentos da vida, pois nossos sentimentos são resultados das interpretações que fazemos desses acontecimentos. Dessa forma, o mesmo evento pode ser estressor ou não, para diferentes pessoas.

 

Quando estamos estressados nosso corpo pode ser afetado de várias maneiras. Veja alguns efeitos:

1. Alterações no pensamento:

 

Alguns exemplos incluem preocupar-se demasiadamente, pensar continuamente e repetidamente sobre assuntos pendentes ou problemas a resolver. Imaginar desfechos negativos e/ou ficar se lamentando por não ter controle sobre situações. Também pode: baixar a concentração; fazer o pensamento ficar desorganizado; apresentar problemas de memória; nos deixar confusos, indecisos, dificultar nosso raciocínio e objetividade, fazendo com que tenhamos uma má avaliação da situação (pessimista) ou tomada de decisões apressadas.

2. Sintomas físicos:

 

Alguns exemplos incluem frequência cardíaca rápida, palpitações ou dor torácica. Sensação de suor, calor ou calafrios, tremores, espasmos. Problemas digestivos ou gastrointestinais como dor de estômago, náuseas, cólicas, úlceras, constipação ou diarreia. Ausência ou alteração no ciclo menstrual, redução do interesse sexual ou impotência. Tensão muscular, dores de cabeça/enxaqueca, pressão alta, baixa energia, fadiga. Surgimento de alergias ou irritação na pele, queda de cabelo anormal, imunidade baixa e facilidade em ficar doente. Perda ou mudança de apetite, podendo haver perda ou ganho significativo de peso. Problemas no sono (insônia, despertar precoce, pesadelos, sono excessivo).

3. Alterações no comportamento:

 

Alguns exemplos incluem evitar eventos, lugares ou pessoas por se sentir impaciente e irritável. Apresentar hiperatividade ou inquietação: tendo maneirismos como se mexer demais; bater com mãos na mesa; mexer rapidamente as pernas. Pode também apresentar passividade e falta de assertividade. Hiperventilar e ter dificuldades na fala (gaguejar ou dar pausas grandes). Cometer mais erros que o habitual, ter esquecimentos, apresentar comportamentos rígidos e inflexíveis, apresentar problemas de relacionamento interpessoal. Pode sentir uma necessidade maior de fazer uso de álcool ou outras drogas.

4. Sintomas emocionais:

 

Alguns exemplos incluem sentir-se sobrecarregado, angustiado, apático, nervoso, ansioso, melancólico, triste, temeroso, irritado, raivoso, apreensivo, impaciente e frustrado.

Todos nós nos sentimos estressados de tempos em tempos e por isso é fácil se identificar com alguns desses efeitos e isso não quer dizer necessariamente que você tenha um estresse disfuncional. Da mesma forma, nem todos que tem estresse disfuncional terão todos esses sintomas. A intensidade do estresse pode ser sentida de maneira diferente de uma pessoa para outra, ou de situação para situação. Porém, há diferenças muito significativas entre níveis normais de estresse e um estresse disfuncional e que é prejudicial à saúde.

 

O que é um Estresse Disfuncional?

 

O estresse é como você se sente quando está enfrentando demandas que você não tem certeza se pode dar conta, é difícil que uma pessoa passe sua vida sem enfrentar situações que considere desafiadoras. Porém, se o estresse é muito persistente e/ou permanente, o organismo não tem energia suficiente para lidar com isso e apresentam-se sintomas graves e que afetam a capacidade de uma pessoa viver uma vida normal, neste caso é hora de buscar ajuda.

É preciso um exame apurado e personalizado de sua situação a fim de traçar um planejamento de redução e administração do estresse, bem como de resiliência para situações futuras.

 

Veja abaixo as fases do estresse:

1ª Fase de alerta:

Na primeira fase, o estresse é considerado positivo. Os eventos estressores geram na pessoa uma carga de adrenalina, e há a preparação do corpo e mente para reagir à situação. Normalmente acompanhada de aumento da atenção, memoria e melhor flexibilidade/adaptação à situação.

3ª Fase de Quase Exaustão:

A terceira fase inicia se persistirem o contato com os estressores e houver falta de manejamento, assim o processo de adoecimento se inicia. Pode haver começo de uma depressão e/ou o surgimento de alguma doença preexistente.

Normalmente acompanhada de mudança nos hábitos saudáveis, irritabilidade e pessimismo.

2ª Fase de Resistência:

A segunda fase inicia se os estressores continuarem por algum tempo, aqui a pessoa continua tentando lidar com os seus estressores de forma equilibrada. Normalmente acompanhada por uma tensão permanente, como um alarme que não desliga.

4ª Fase de Exaustão:

A quarta fase ocorre quando o organismo não tem mais energia para se adaptar e fica esgotado. Aqui doenças graves podem ocorrer como enfarte, úlceras, psoríase, depressão, entre outras. Normalmente acompanhada de apresentação de grande fadiga e mínima reação aos estressores.

O brasileiro é o 2º cidadão mais estressado do mundo segundo pesquisa da ISMA - International Stress Management Association uma associação internacional voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento de estresse no mundo.

Sofrer de estresse ou ser considerada uma pessoa estressada, não significa que você é fraco, mas que você ainda não aprendeu sobre os sintomas e habilidades para gerir os mesmos.

 

Como o estresse é a maneira como nosso corpo lida com situações desafiadoras, um processo terapêutico pode ajudar com o manejamento do estresse, ensinando a lidar com essas situações de maneira diferente e mudar a forma como nosso corpo reage.

 

Mesmo pessoas que não estejam sofrendo um estresse disfuncional , mas sentem os efeitos do estresse, podem se beneficiar da psico educação e tratamento, aprender a reconhecer os sintomas e as habilidades para gerir essa resposta do corpo, é uma intervenção preventiva - para que o estresse disfuncional não se desenvolva.

 

As pesquisas mostram que a Terapia Cognitiva Comportamental é muito eficiente no gerenciamento e redução de sintomas de estresse e com resultados duradouros.

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